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Arquivos de Agosto 2007
Fibras naturais para um mundo sustentável
Organic Exchange é um comitê sediado em Berkeley, no estado da Califórnia, EUA, e dedicado à expansão da agricultura orgânica. Seu foco principal é incrementar a produção e o uso de fibras orgânicas como o algodão em todo o mundo. Para incentivar a certificação agroecológica nas terras cultivadas, e aumentar em 50% a produção anual, a iniciativa propõe ações de impacto global, visando resultados positivos e mensuráveis.
Com estes objetivos, o Comitê trouxe à discussão os benefícios sociais e ambientais da agricultura orgânica, reunindo empresas, marcas, produtores e parceiros, para que, juntos, desenvolvam novos modelos de negócios e ferramentas para consolidar o mercado, incluindo a sensibilização do consumidor para o valor de produtos com tais matérias-primas.
No Brasil, prepara-se desde o último dia 09 de agosto a III Reunião Anual Latino-Americana de Algodão Orgânico, que deve acontecer no primeiro semestre de 2008. A primeira reunião preparatória, ocorrida em São Paulo, colocou na mesa de discussões os principais atores da cadeia produtiva brasileira, desde compradores de algodão orgânico até produtores, passando por pesquisadores, divulgadores e órgãos governamentais – estiveram lá Osklen, Instituto e, Instituto de Economia Agrícola, Coopnatural, Coexis, Alpargatas, Santista, Sebrae, Senac, Unicamp, Moda Fusion e certificadoras entre outros.
Para Oskar Metsavaht, diretor de Estilo e Criação da Osklen e presidente do Instituto e, o Brasil é único em biodiversidade, e os produtos orgânicos que garantem a saúde do homem e do meio ambiente devem ser valorizados como tal. Desde 2000 a Osklen incubou o movimento e-brigade, inpirador do Instituto e, responsável pela pesquisa de materiais, design e confecção de produtos que atendem aos critérios de sustentabilidade socioambiental.
“As peças que utilizam estes critérios, ou seja, com a identidade e-fabrics, têm tudo para se estabelecer como um ‘novo luxo’, agregando valor à produção nacional”, afirma ele. A comunicação desses valores é para ele uma questão fundamental no fortalecimento dessa cadeia têxtil.
Precursor desta tendência - Oskar trabalha há muito tempo com a matéria-prima orgânica em camisetas e acessórios –, o criador afirma que “antes de incitar mais demanda, e abrir mercados para o exterior, é preciso fortalecer e organizar a produção interna, o elo fraco dessa cadeia”.
A despeito disso, sua visão é a de incentivar o consumo responsável através da transformação de produtos sustentáveis em objetos de desejo, trazendo assim atitudes em benefício da preservação do planeta. Um dos projetos do Instituto, o e-fabrics, identifica produtos para o mercado intermediário da cadeia e valoriza o produtor local.
Um outro participante foi Guilherme Rosenthal da marca de roupas esportivas Mestres. Com produtos de algodão inspirados na capoeira, a Mestres atinge um público sensível à responsabilidade social, e trabalha com produtos que agregam “valores intangíveis” do chamado “novo luxo”. Ou seja, valoriza-se o trabalho social de cooperativas parceiras, vinculando a ele os princípios do comércio justo internacional.
Já para Ana Cândida Zanesco, que trabalha o consumo responsável através do Instituto Ecotece, “a maior questão para que o algodão orgânico efetivamente aconteça no Brasil está no investimento para o desenvolvimento agrário. A educação, o suporte e a garantia aos agricultores dispostos a trabalharem o sistema orgânico para o algodão são fundamentais”, afirma. Isso significa garantia de compra, recursos para certificação e em prol da saúde da própria lavoura que sofre com ataques de pragas.
A iniciativa da Organic Exchange possibilitou um maior entrosamento entre 20 dos principais agentes do setor, e a conclusão foi a grande necessidade de unir esforços. Por enquanto, parte da matéria-prima utilizada no Brasil, vem da Índia ou Turquia; e o gasto de energia em transporte nesse processo não corresponde à sustentabilidade que ser quer em função do aquecimento global.
Com estes objetivos, o Comitê trouxe à discussão os benefícios sociais e ambientais da agricultura orgânica, reunindo empresas, marcas, produtores e parceiros, para que, juntos, desenvolvam novos modelos de negócios e ferramentas para consolidar o mercado, incluindo a sensibilização do consumidor para o valor de produtos com tais matérias-primas.
No Brasil, prepara-se desde o último dia 09 de agosto a III Reunião Anual Latino-Americana de Algodão Orgânico, que deve acontecer no primeiro semestre de 2008. A primeira reunião preparatória, ocorrida em São Paulo, colocou na mesa de discussões os principais atores da cadeia produtiva brasileira, desde compradores de algodão orgânico até produtores, passando por pesquisadores, divulgadores e órgãos governamentais – estiveram lá Osklen, Instituto e, Instituto de Economia Agrícola, Coopnatural, Coexis, Alpargatas, Santista, Sebrae, Senac, Unicamp, Moda Fusion e certificadoras entre outros.
Para Oskar Metsavaht, diretor de Estilo e Criação da Osklen e presidente do Instituto e, o Brasil é único em biodiversidade, e os produtos orgânicos que garantem a saúde do homem e do meio ambiente devem ser valorizados como tal. Desde 2000 a Osklen incubou o movimento e-brigade, inpirador do Instituto e, responsável pela pesquisa de materiais, design e confecção de produtos que atendem aos critérios de sustentabilidade socioambiental.
“As peças que utilizam estes critérios, ou seja, com a identidade e-fabrics, têm tudo para se estabelecer como um ‘novo luxo’, agregando valor à produção nacional”, afirma ele. A comunicação desses valores é para ele uma questão fundamental no fortalecimento dessa cadeia têxtil.
Precursor desta tendência - Oskar trabalha há muito tempo com a matéria-prima orgânica em camisetas e acessórios –, o criador afirma que “antes de incitar mais demanda, e abrir mercados para o exterior, é preciso fortalecer e organizar a produção interna, o elo fraco dessa cadeia”.
A despeito disso, sua visão é a de incentivar o consumo responsável através da transformação de produtos sustentáveis em objetos de desejo, trazendo assim atitudes em benefício da preservação do planeta. Um dos projetos do Instituto, o e-fabrics, identifica produtos para o mercado intermediário da cadeia e valoriza o produtor local.
Um outro participante foi Guilherme Rosenthal da marca de roupas esportivas Mestres. Com produtos de algodão inspirados na capoeira, a Mestres atinge um público sensível à responsabilidade social, e trabalha com produtos que agregam “valores intangíveis” do chamado “novo luxo”. Ou seja, valoriza-se o trabalho social de cooperativas parceiras, vinculando a ele os princípios do comércio justo internacional.
Já para Ana Cândida Zanesco, que trabalha o consumo responsável através do Instituto Ecotece, “a maior questão para que o algodão orgânico efetivamente aconteça no Brasil está no investimento para o desenvolvimento agrário. A educação, o suporte e a garantia aos agricultores dispostos a trabalharem o sistema orgânico para o algodão são fundamentais”, afirma. Isso significa garantia de compra, recursos para certificação e em prol da saúde da própria lavoura que sofre com ataques de pragas.
A iniciativa da Organic Exchange possibilitou um maior entrosamento entre 20 dos principais agentes do setor, e a conclusão foi a grande necessidade de unir esforços. Por enquanto, parte da matéria-prima utilizada no Brasil, vem da Índia ou Turquia; e o gasto de energia em transporte nesse processo não corresponde à sustentabilidade que ser quer em função do aquecimento global.
20 Ago, 2007 | ebrigade | Deixe seu comentário - 0 -
Criança Esperança: 22 anos apoiando a infância em todo o Brasil
A campanha Criança Esperança foi iniciada em 27 de julho com doações por telefone, e se estendeu após os shows até 25 de agosto. Em 21 anos, a campanha arrecadou mais de 176 milhões em doações. Este ano, só no final de semana dos shows foram arrecadados 7 milhões de reais, a serem investidos integralmente em 5 mil projetos em 20 Estados de todas as regiões do Brasil. O investimento social já beneficiou mais de 3 milhões de crianças e adolescentes, ajudando a reduzir a mortalidade e o trabalho infantil, a combater a exploração sexual de meninos e meninas e a preparar jovens de baixa renda para o mercado de trabalho. O tema especial do Criança Esperança 2007 foi o analfabetismo.
O empresário carioca Oskar Metsavaht, presidente do Instituto e, colaborou com a campanha Criança Esperança pelo quarto ano consecutivo. Como vice-presidente da Associação dos Empreendedores Amigos da Unesco cede, a cada ano, parte de sua equipe de criação para que seja desenvolvida uma camisa especial para o projeto em parceria com a Unesco. O diretor de Estilo e Criação da Osklen já encabeçou outras iniciativas em prol da campanha, como promover um leilão beneficente em sua loja da Oscar Freire, em São Paulo, e comercializar, na rede de lojas de sua grife, modelos exclusivos inspirados no casal de meninos, símbolo do projeto.
O empresário carioca Oskar Metsavaht, presidente do Instituto e, colaborou com a campanha Criança Esperança pelo quarto ano consecutivo. Como vice-presidente da Associação dos Empreendedores Amigos da Unesco cede, a cada ano, parte de sua equipe de criação para que seja desenvolvida uma camisa especial para o projeto em parceria com a Unesco. O diretor de Estilo e Criação da Osklen já encabeçou outras iniciativas em prol da campanha, como promover um leilão beneficente em sua loja da Oscar Freire, em São Paulo, e comercializar, na rede de lojas de sua grife, modelos exclusivos inspirados no casal de meninos, símbolo do projeto.
15 Ago, 2007 | ebrigade | Deixe seu comentário - 0 -
Exposição sustentável para alunos e professores de moda
O Espaço Sustentabilidade, instalado na biblioteca da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, mostrou como a moda pode sensibilizar para o tema da preservação do planeta. Durante todo o mês de agosto, quem entra na biblioteca especializada pode apreciar modelos criados por estilistas como Oskar Metsavath (vestido feito com fios de seda orgânica) e Samuel Cirnansck (vestido feito com fios de PET).
Para Jacqueline Stivamin, coordenadora da exposição, a idéia de fazer uma reflexão sobre o tema sustentabilidade na moda para os usuários do espaço acadêmico veio da “preocupacão em mostrar aos novos alunos e usuários da biblioteca como os atuais sistemas de produção de moda no País têm levado algumas das principais marcas e eventos do setor a transformar práticas de desenvolvimento sustentável em uma grande atitude”.
No Espaço Sustentabilidade, anexo ao acervo de tecidos, aviamentos e indumentárias da Teciteca, o vídeo de lançamento do projeto e-fabrics é passado non stop. Nele, o público vê desfilar tecidos feitos a partir de recursos naturais sustentáveis. O e-fabrics é uma iniciativa do Institutoe em valorizar o uso de produtos renováveis, que não causam danos ao meio ambiente e beneficiam produtores e saberes tradicionais. E veio a público na primeira edição de 2007 da São Paulo Fashion Week para mostrar como tecidos feitos de PET, algodão e seda orgânicos, além de couros exóticos, como aqueles de peixes e com o látex da Amazônia são menos uma alternativa que uma real necessidade atual.
No passado, estes tipos de materiais eram vistos com certa resistência de uso, mas hoje, a procura por esses itens aumenta a cada dia na busca da preservação do planeta para o
futuro das próximas gerações, insiste a mentora da mostra. O Espaço Sustentabilidade foi uma criação conjunta da equipe da Teciteca: Rafael Dias Plata, Renato Pinhel, Samuel Lima e Suzane Macedo.
Espaço Sustentabilidade de 01 a 25 de agosto
Faculdade Anhembi Morumbi
Av. Roque Petroni Júniro, 630 | F: +11 5095 5602
editado em 20/08/2007
Isabel Gnaccarini | Instituto e.
Para Jacqueline Stivamin, coordenadora da exposição, a idéia de fazer uma reflexão sobre o tema sustentabilidade na moda para os usuários do espaço acadêmico veio da “preocupacão em mostrar aos novos alunos e usuários da biblioteca como os atuais sistemas de produção de moda no País têm levado algumas das principais marcas e eventos do setor a transformar práticas de desenvolvimento sustentável em uma grande atitude”.
No Espaço Sustentabilidade, anexo ao acervo de tecidos, aviamentos e indumentárias da Teciteca, o vídeo de lançamento do projeto e-fabrics é passado non stop. Nele, o público vê desfilar tecidos feitos a partir de recursos naturais sustentáveis. O e-fabrics é uma iniciativa do Institutoe em valorizar o uso de produtos renováveis, que não causam danos ao meio ambiente e beneficiam produtores e saberes tradicionais. E veio a público na primeira edição de 2007 da São Paulo Fashion Week para mostrar como tecidos feitos de PET, algodão e seda orgânicos, além de couros exóticos, como aqueles de peixes e com o látex da Amazônia são menos uma alternativa que uma real necessidade atual.
No passado, estes tipos de materiais eram vistos com certa resistência de uso, mas hoje, a procura por esses itens aumenta a cada dia na busca da preservação do planeta para o
futuro das próximas gerações, insiste a mentora da mostra. O Espaço Sustentabilidade foi uma criação conjunta da equipe da Teciteca: Rafael Dias Plata, Renato Pinhel, Samuel Lima e Suzane Macedo.
Espaço Sustentabilidade de 01 a 25 de agosto
Faculdade Anhembi Morumbi
Av. Roque Petroni Júniro, 630 | F: +11 5095 5602
editado em 20/08/2007
Isabel Gnaccarini | Instituto e.
10 Ago, 2007 | ebrigade | Deixe seu comentário - 0 -
E-brigade no evento de surf Arpoador Clássico 07
Aconteceu nos dias 14 e 15 de agosto últimos o campeonato de surf Arpoador Clássico. Em sua segunda edição, o evento de 2007 foi muito além das ondas do Arpoador. Em parceria com a Osklen, o movimento e-brigade, e a revista Alma Surf e Soultraveler, um mutirão retirou plásticos, papéis e guimbas de cigarro soterradas nas areias.
Acompanhados das famílias, surfistas de várias gerações, e moradores da comunidade do Cantagalo localizada nas imediações da praia do Arpoador, manifestaram o cuidado em preservar este cenário mítico carioca: “não basta amar as ondas e a beleza natural dos rochedos e das ilhas Cagarras; é preciso deixar o berço do surfe limpo”, afirmou Oskar Metsavaht, presidente do Instituto e.
Locutores do campeonato também ajudaram na ação de educação ambiental ao lembrarem aos banhistas que “apenas as pegadas devem ser deixadas na areia”. Concretamente, o movimento e-brigade encabeçou a coleta seletiva de resíduos, da montagem à desmontagem, e divulgou dicas de educação ambiental em painéis, além de envolver a comunidade mais carente da (Favela Surfe Club, comunidade do entorno.
Acompanhados das famílias, surfistas de várias gerações, e moradores da comunidade do Cantagalo localizada nas imediações da praia do Arpoador, manifestaram o cuidado em preservar este cenário mítico carioca: “não basta amar as ondas e a beleza natural dos rochedos e das ilhas Cagarras; é preciso deixar o berço do surfe limpo”, afirmou Oskar Metsavaht, presidente do Instituto e.
Locutores do campeonato também ajudaram na ação de educação ambiental ao lembrarem aos banhistas que “apenas as pegadas devem ser deixadas na areia”. Concretamente, o movimento e-brigade encabeçou a coleta seletiva de resíduos, da montagem à desmontagem, e divulgou dicas de educação ambiental em painéis, além de envolver a comunidade mais carente da (Favela Surfe Club, comunidade do entorno.
01 Ago, 2007 | ebrigade | Deixe seu comentário - 0 -